10 de mai. de 2010

Todo apoio a ocupação do MTST em Santo André!

Na madrugada do dia 8 desse mês o MTST
Enquanto os governos estadual e federal investiram bilhões de reais para salvar o grandes empresários o número de habitações prometidas para serem construídas na região até o fim do ano é de apenas 3 mil (somando PAC e CDHU). O déficit habitacional do País é de aproximadamente 7 milhões de moradias, das quais 90,9% são famílias de zero a três salários mínimos, mais de 52 milhões de pessoas vivem em assentamentos precários; 34,6 milhões vivem sem esgoto ou fossa séptica e 15,6 milhões não têm água encanada. Mais de um terço das moradias no país são consideradas inadequadas. Na Região o déficit habitacional estimado é de 80 mil moradias e aproximadamente 72 mil são de famílias nessa faixa de renda, segundo o IBGE.
(Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) ocupou um terreno em Santo André. "É um terreno que parte pertence a duas construtoras, Goldfab e Construbig, e o restante à Prefeitura de Santo André. Ele já foi ocupado por algumas famílias no passado, porém, foram despejados." A ocupação a cada dia cresce mais devido ao grave problema de falta de moradia na região.
Por isso nós do PSTU declaramos todo nosso apoio a ocupação dos companheiros do MTST porque compreendemos que apenas a luta dos trabalhadores e do povo pobre pode resolver o problema da moradia no país e na nossa região.







Nota do MTST

Na madrugada do dia 07 para o dia 08 de maio, o MTST realizou uma ocupação de um terreno na região do ABC, em Santo André, no bairro Cidade São Jorge. É um terreno que parte pertence a duas construtoras, Goldfab e Construbig, e o restante à Prefeitura de Santo André. Ele já foi ocupado por algumas famílias no passado, porém, foram despejados.

As comunidades dos arredores já estão apoiando ao acampamento, inclusive, a comunidade Espirito Santo, situada ao lado do terreno, e que tem um histórico de luta pela moradia, está já participando ativamente da ocupação.
Já recebemos a visita do secretário de habitação do município, Frederico Muraro Filho, e já obtivemos agendamento de uma reunião na prefeitura, com a indicação de que serão pensadas possibilidades para resolver o problema daquelas famílias na melhor maneira possível.
A região do ABC é uma região com um considerável déficit habitacional. Inclusive, a prefeitura de Santo André já pleiteou ao estado verba para habitação. O valor estimado do pedido foi por volta de 200 milhões. Porém, casos como o deste terreno são muito comuns, no qual locais que poderiam ser transformados em moradias para quem necessita, ficam atravancados em seus proprietários, mesmo que eles não façam qualquer tipo de uso do terreno, e até acumulem dívidas nele, o que impossibilida programas habitacionais.
O programa federal “Minha Casa, Minha Vida” também já atingiu a região, tendo sido iniciado um trabalho primeiramente em Mauá, e que deve ser expandido para os outros municípios. Mas, assim como acontece em quase todas as localidades nas quais o programa se insere, a grande maioria das moradias é voltada para pessoas que ganham de três a dez salários mínimos, e a minoria para quem ganha abaixo disso, e que, logicamente, é quem mais necessita. Não há critério para isso. E ainda, o programa não dispõe verba para solucionar realmente o problema. Em nenhum local do país, o número de moradias cobre o número do déficit habitacional.



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