29 de dez de 2013

2013: Um ano pra ficar na história!


11 de julho no ABC
O ano que agora caminha para o fim já entrou para a história de nosso país. Quem não se surpreendeu com as mobilizações de junho nas ruas, com a paralisação dos trabalhadores em julho, com a greve petroleira contra o leilão do petróleo em outubro, com as rebeliões na periferia contra o transporte precário e o assassinato de seus jovens pela polícia militar, com a força da greve dos educadores no Rio de Janeiro? Do lado dos governos e dos patrões, infelizmente também tivemos surpresas. Quem esperava que Dilma e o PT aprofundassem de maneira tão descarada a privatização de nossas estradas, aeroportos e do nosso petróleo? Que entregaria nosso país diretamente para ser administrado pela FIFA durante a Copa das Confederações e da Copa do Mundo?  E quem imaginava que Dilma seria capaz de colocar nas ruas o exército para reprimir os trabalhadores e jovens que lutavam contra o leilão do petróleo? Quem sonhava que a PM de Cabral (PMDB) no Rio avançaria contra os professores como se fossem inimigos do Estado, ou que o governo Tarso Genro (PT) perseguiria os ativistas, invadindo sua casa e confiscando até seus livros, e que Alckmin do PSDB abriria processo contra mais de cem pessoas que participaram de manifestações no decorrer do ano? Enfim, quem imaginava que após dez anos de governo do PT, lutar se tornaria um crime em todo o país?
Campanha em busca do pedreiro Amarildo, desaparecido após ser levado à UPP da Rocinha














O PSTU ABC atuou com força nos movimentos e nas lutas em 2013. Em janeiro fomos às ruas contra o aumento das passagens, e por essa razão voltamos com força em junho e julho. Em setembro e outubro, junto com a ANEL e estudantes secundaristas de várias escolas, ocupamos a Câmara de vereadores e levamos a reivindicação de Passe Livre estudantil.  Com a CSP-Conlutas construímos a marcha a Brasília em 24 de abril,  o dia 11 de julho e o dia 30 de agosto para organizar a luta contra os governos e os patrões. Trouxemos ativistas sírios para debater a Revolução naquele país e manifestamos nosso apoio a sua luta. Estivemos junto dos educadores de São Bernardo em sua defesa do estatuto construído pela categoria e atropelado pelo prefeito Luiz Marinho (PT) e com as mulheres trabalhadoras no I Encontro do Movimento Mulheres em Luta (MML).
Crachá de participação no Movimento Mulheres em Luta
Motivo especial de orgulho foi o reconhecimento e reparação da perseguição política sofrida por militantes dConvergência Socialista durante a ditadura militar em cerimônia no dia 25 de outubro. O ABC foi uma região muito importante para a Convergência Socialista, e daqui foram anistiados o professor Wagner Poleto, os metalúrgicos Maria Cristina Salay, Danilo Silva Barbosa, e Ricardo Pereira de Oliveira e os operários da Construção Civil Emmanuel de Oliveira e Severo Alves Maia. A Convergência Socialista foi uma das correntes que originou o PSTU e foi perseguida porque a ditadura rapidamente reconheceu que o agrupamento, apesar de pequeno, representava uma forte ameaça por se ligar aos movimentos da classe trabalhadora.
Os governos e os empresários seguiram atacando com ainda mais força os trabalhadores, como pudemos ver com a morte de um operário na Scania, a expulsão de moradores do Jd. Silvina de suas casas pelo Prefeito Luiz Marinho (PT) . O PSTU se solidarizou e apoiou os trabalhadores nesses momentos. 
Sabemos que cada luta pode nos fortalecer e  fortalecer e os trabalhadores! Assim, podemos dizer: Que venha 2014, estamos preparados!
Esperamos encontrar você nas ruas, nas ocupações, nas greves, nas lutas, nas ruas e na batalha por um outro projeto de sociedade!




Luta contra o racismo, machismo e a homofobia. Fora Feliciano!