7 de nov de 2013

Campanha de Solidariedade à Revolução Síria no ABC


No dia 2 de novembro de 2013 estiveram em São Bernardo os companheiros Sara Al Suri e Abu Man como parte da campanha em solidariedade à Revolução Síria desenvolvida pela CSP-Conlutas e a ANEL.



Sara Al Suri vem fazendo a segunda rodada de viagens pelo país como parte da campanha, e Abu Man chegou recentemente ao Brasil, vindo das zonas de batalha na Síria. Abu apresentou-nos um quadro dramático da revolução Síria, no qual os revolucionários precisam lutar contra o regime (que tem recursos próprios e recebe apoio material de países como a Rússia) e contra as organizações religiosas como a Al Qaeda (que recebem apoio material de grupos religiosos) enquanto a maior parte das organizações de esquerda no mundo ou apoia Assad, ou, de forma criminosa, coloca-se em cima do muro, argumentando que, se não há um partido socialista revolucionário dirigindo a revolução, então não existe uma revolução.

Parte do processo revolucionário ainda envolve a construção de um programa e um projeto para o país que possa unificar os trabalhadores, as mulheres e os oprimidos, superando assim sua própria inexperiência política pois, como Sara destacou, devido aos 45 anos de ditadura de Assad, o povo sírio foi alijado de atuação política, e a experiência mais próxima de participação política a que ela mesma teve acesso foram os relatos da adolescência de seu avô.

No entanto, os Sara e Abu foram categóricos: com todas as contradições há uma revolução em curso que deve precisa ser apoiada para que possa se desenvolver. Por isso parte da política da campanha de solidariedade à revolução Síria envolve a exigência de envio de armamentos aos rebeldes pelos países imperialistas. Não se pode ter qualquer ilusão sobre o imperialismo e seu projeto para a Síria, mas também não se pode ter ilusões sobre a continuidade do processo na Síria sem armas para os revolucionários. A exigência é de que o armamento seja feito incondicionalmente e apenas às milícias rebeldes do Exército de Libertação Sírio e os Comitês de Coordenação Local.

Ao final da atividade foram recolhidas contribuições entre os presentes para enviar aos combatentes sírios. Durante a atividade foram arrecadados cerca de R$350,00 que, segundo Sara e Abu são parte de um esforço valioso de solidariedade da classe trabalhadora mundial.

Ivanci dos Santos, militante do PSTU e professor estadual em Diadema avaliou que a atividade foi muito positiva por trazer uma discussão ao mesmo tempo tão distante e tão importante para os trabalhadores do ABC. “Sinto muito orgulho de construir um partido que apoia a Revolução Síria, esse é de fato um divisor de águas nas esquerda mundial, pois entre partidos como o PT ou o PCdo B que apoiam Assad por considera-lo mais progressista que o imperialismo americano e outras organizações que não apoiam Assad, mas também não apoiam os rebeldes, nós somos a única organização que, quando colocada à prova, não hesita em prestar solidariedade aos revolucionários em qualquer lugar do mundo” afirmou.